Escolher um software para nutricionista parece uma comparação de listas de funcionalidades, e quase todas as listas se parecem: agenda, anamnese, antropometria, plano alimentar, app do paciente. O que separa um sistema que você usa por anos de um que você abandona no segundo mês não está na lista. Está em como ele se comporta numa semana real de consultório.
Este guia é para quem já atende, ou está a poucas semanas de começar, e quer decidir com critério antes de colocar os dados dos pacientes num lugar. São sete perguntas para fazer a qualquer sistema, inclusive o nosso, e um roteiro para usar o período de teste com casos de verdade.
1. O sistema segue a ordem da sua consulta?
A primeira coisa a observar é se uma etapa alimenta a próxima. A anamnese respondida deveria estar à mão quando você calcula o gasto energético; o resultado do cálculo deveria virar a meta do plano; o plano deveria chegar ao paciente sem você exportar, renomear e mandar por outro canal.
Quando as etapas são telas soltas, você vira a ponte entre elas: copia o peso de um lugar para o outro, refaz a conta na calculadora, confere se o PDF saiu com a versão certa. Esse retrabalho não aparece na demonstração, mas aparece toda segunda-feira.
No teste, faça uma consulta completa do começo ao fim, com você mesma como paciente, e conte quantas vezes precisou digitar o mesmo dado duas vezes.
2. Os cálculos dizem de onde vieram?
Um número de taxa metabólica basal sem o nome da fórmula ao lado é um número em que você não pode confiar, porque não tem como conferir. O mesmo vale para o percentual de gordura: Durnin-Womersley e Jackson-Pollock pedem dobras diferentes e dão resultados diferentes para a mesma pessoa.
Verifique se o sistema deixa você escolher a fórmula, mostra qual foi usada e avisa quando falta uma medida que a equação exige. Se quiser refazer a conta à mão para conferir, os passos estão no guia de como calcular o gasto energético.
Na base de alimentos, a pergunta é a mesma: de qual tabela vem cada valor. Para o paciente brasileiro, TACO e TBCA cobrem o que ele come e trazem medidas caseiras que fazem sentido no prato dele.
3. Como o paciente recebe e segue o plano?
O plano alimentar é o que o paciente leva para casa, então o lado dele pesa tanto quanto o seu. Algumas perguntas práticas:
- Ele precisa instalar um aplicativo, ou acessa pelo navegador do celular?
- Consegue responder a anamnese antes da consulta, sem criar conta?
- Vê os substitutos de cada alimento, ou só o plano fechado?
- Registra o que comeu, a água e o peso, de forma que você veja no retorno?
- Fala com você por dentro do sistema, ou o contato continua no seu WhatsApp pessoal?
A última pergunta costuma ser a que mais muda a rotina de quem atende muitos pacientes. Separar o canal do atendimento do celular pessoal é uma decisão de limite de trabalho, não só de tecnologia.
4. Onde ficam os dados dos pacientes, e como eles saem?
A Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) trata dados de saúde como dados pessoais sensíveis. Quem responde por eles perante o paciente é você. Antes de assinar, procure três coisas:
- Um acordo de tratamento de dados publicado, que diga o que o fornecedor faz e não faz com as informações dos seus pacientes.
- Exportação completa, em formato que outro sistema ou uma planilha consiga ler, feita por você, sem precisar abrir chamado.
- O que acontece se você cancelar. Há sistemas que apagam a conta logo depois do fim da assinatura; outros mantêm os dados disponíveis por um período. Leia isso antes, não no dia em que precisar.
Um sistema do qual você não consegue sair com os seus dados não é uma ferramenta, é uma dependência.
5. Qual é o preço real, no seu volume de pacientes?
O preço da página de planos raramente é o que você vai pagar. O valor real depende de três detalhes que ficam no rodapé:
- Limite de pacientes. Plano barato com limite de pacientes ativos fica caro justamente quando o consultório começa a dar certo.
- Recurso cobrado à parte. App do paciente, envio de anamnese por link ou modelos de plano às vezes estão só no plano superior. Liste os recursos que você usaria toda semana e veja em qual plano todos aparecem.
- Fidelidade e multa. Contrato anual com multa de cancelamento muda a conta se você quiser trocar no meio do caminho.
Faça a conta pelo custo por consulta. Se você atende vinte pacientes por mês, um sistema de R$ 30 mensais custa R$ 1,50 por atendimento. Compare isso com o tempo que ele devolve na montagem do plano, e com o valor que você cobra pela consulta.
6. E as opções gratuitas?
Planilha, ficha em Word e versões gratuitas de sistemas funcionam, principalmente no começo. Se você está montando sua primeira ficha de anamnese, um arquivo bem organizado resolve as primeiras consultas.
O que muda com a carteira de pacientes é o custo escondido do gratuito: o tempo de passar a limpo, a ficha que ficou no papel errado, o limite de pacientes que obriga a escolher quem entra. Antes de decidir pelo gratuito, faça as mesmas perguntas das seções acima, principalmente a quarta: quem guarda os dados de saúde dos seus pacientes, e em que condições.
7. O que o sistema não faz?
Todo software tem lacunas, e as boas empresas dizem quais são. Pergunte diretamente pelo que é crítico para o seu formato de atendimento. Duas perguntas que costumam aparecer:
- Consulta online: o sistema tem videochamada própria, ou você marca a consulta online na agenda e faz a chamada na ferramenta que já usa?
- Migração: dá para importar os pacientes de outro sistema, ou o cadastro é manual?
Nenhuma dessas respostas é eliminatória por si. O problema é descobrir depois de ter migrado a agenda.
Como usar o período de teste para decidir
A maioria dos sistemas oferece alguns dias de teste. Eles rendem mais com um roteiro do que com um passeio pelas telas:
- Primeiro dia: cadastre você mesma como paciente e faça a consulta inteira, da anamnese ao plano em PDF. Anote onde travou.
- Primeira semana: monte os seus modelos, de anamnese e de plano, para o público que você mais atende. É aqui que se vê se o sistema se adapta a você ou o contrário.
- Segunda semana: use com dois ou três pacientes reais, com o consentimento deles, incluindo o envio da anamnese por link e o acesso ao plano no celular. Pergunte o que acharam.
- Antes de terminar: exporte os dados e veja o que sai. Se a exportação não serve, isso também é resposta.
Onde o Amarnutrindo entra nessa lista
Aplicando as mesmas perguntas ao nosso sistema, com as respostas como elas são hoje:
O Amarnutrindo segue a ordem da consulta: a anamnese vai por link e as respostas caem no prontuário; você escolhe a fórmula de TMB e de composição corporal e o nome dela aparece ao lado do resultado; o plano é montado com TACO e TBCA e chega ao paciente em PDF e no navegador do celular, com chat dentro do sistema. Pacientes ilimitados e todos os recursos em todos os planos: R$ 29,90 por mês, R$ 129,90 por semestre (R$ 21,65/mês) ou R$ 251,90 por ano (R$ 20,99/mês), sem fidelidade. Você exporta tudo em PDF, CSV ou JSON, e se cancelar a conta fica em modo somente leitura por 12 meses. Não temos videochamada própria nem importação automática de outro sistema. Veja os planos ou teste grátis por 15 dias, sem cartão.
Contas novas não têm versão gratuita: o teste de 15 dias tem tudo liberado, e depois dele você escolhe um plano para continuar. Se o roteiro acima mostrar que não serve para o seu consultório, você terá descoberto isso sem pagar nada.
Conclusão: escolha pela sua semana, não pela lista de recursos
O melhor software para nutricionista é o que tira trabalho da sua rotina real: liga as etapas da consulta, mostra de onde vem cada número, chega bem ao paciente, devolve os seus dados quando você quiser e custa o que diz que custa. A lista de recursos ajuda a eliminar opções; quem decide é a consulta que você faz dentro dele.
Use o teste com seus próprios casos, faça as sete perguntas e anote as respostas. Em duas semanas você sabe mais do que qualquer comparativo pode dizer.
Já atende e perde tempo copiando dado da ficha para a planilha e da planilha para o PDF? No Amarnutrindo, anamnese, cálculo e plano ficam ligados, e o paciente recebe tudo no celular. Teste grátis por 15 dias.